Quem deve escrever a carta de referência para a sua pós-graduação no exterior

A carta de referência ou carta de recomendação é um dos documentos exigidos no processo seletivo de universidades internacionais. Ela deve ser escrita por pessoas que convivam ou que tenham convivido com você nos âmbitos escolar, acadêmico e profissional. A carta servirá para que a equipe responsável pela seleção de novos estudantes conheça mais sobre cada um dos candidatos. Você que escolhe quem irá escrever as suas cartas de referência.

Se a sua intenção é se inscrever em uma pós-graduação ou MBA no exterior, quem seria a pessoa ideal para escrever a sua recomendação?

Referências diferentes para cada universidade

Se você vai se inscrever no processo seletivo de mais de uma instituição, o melhor a se fazer é enviar diferentes cartas de referências para cada uma delas. Uma carta genérica pode não ser uma boa ideia. É importante certificar-se de que as suas referências atendam aos requisitos específicos das universidades.

O primeiro passo é ler todos os critérios estipulados para o processo seletivo – algumas instituições pedem duas cartas, outras pedem mais; a Universidade Stanford, por exemplo, exige duas cartas escritas por superiores (professores, empregadores, supervisores, etc.) e uma por um colega de trabalho/classe. Já a Harvard exige três cartas de recomendação de pessoas que já foram seus supervisores.

Leia o formulário de inscrição com atenção antes de escolher quem escreverá a sua carta – uma referência errada pode prejudicar a sua admissão.

O seu chefe atual

O seu atual supervisor direto é sempre referência em potêncial. Na verdade, a maioria das universidades exige uma carta escrita por um chefe e, se você não submetê-la, é possível que a instituição peça para que explique a ausência dela. Um gerente ou supervisor é chamado de "referência âncora". As informações fornecidas por eles contam mais, pois são as testemunhas mais recentes de seu desempenho e de suas competências.

Você pode ter razões legítimas para não pedir que seu chefe escreva sua carta de referência. Se este for o seu caso, tente explicar proativamente a sua razão em sua declaração de motivação (essay, uma redação também exigida no processo seletivo), para evitar que a equipe de admissão presuma que você está escondendo questões pessoais.

Alguém que entenda a importância de uma pós-graduação

Uma pessoa que entenda os benefícios de uma pós ou MBA e que dê valor aos conhecimentos adquiridos na especialização pode saber enfatizar os pontos certos na carta de referência. Melhor ainda: se esta mesma pessoa já tiver escrito recomendações para outras estudantes, ela terá mais experiência do que alguém que não conhece bem o seu curso de interesse ou ainda alguém que considere o curso irrelevante para a carreira.

Pessoas que acreditam no seu potencial

A pergunta essencial a se fazer é: a pessoa que for escrever a minha carta poderá me classificar como um dos melhores funcionários/alunos que já teve? Lembre-se de que as mais importantes instituições internacionais só admitem 15% dos melhores candidatos. Sendo assim, você precisa se destacar! Convide professores, supervisores, chefes ou orientadores que gostam do seu trabalho e poderão dar as referências mais positivas possíveis a seu respeito.

Por Brenda Bellani

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