Ciência sem Fronteiras

ciência sem fronteiras

Uma parceria de forte investimento governamental travada entre os Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério da Educação (MEC), por meio das instituições de fomento CNPq e Capes e as Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico, deram origem ao programa Ciência sem Fronteiras, que busca promover a consolidação, expansão e o avanço da ciência e tecnologia brasileira por meio do intercâmbio de pesquisadores, estudantes e professores entre instituições brasileiras e do exterior.

O programa pretende conceder 101 mil bolsas de estudo em até quatro anos com investimentos que irão superar a marca de R$ 3,2 bilhões até 2015 para que brasileiros possam fazer parte das universidades e centros de pesquisa científica mais importantes do mundo. O Ciência sem Fronteiras possui acordos e parcerias com instituições de ensino, programas de intercâmbio e institutos de pesquisa em países como Alemanha, Bélgica, Portugal, Austrália, Irlanda, Holanda, Espanha, Canadá, Coréia do Norte, EUA e outros.

As principais áreas de interesse para o país, que espera formar recursos humanos altamente qualificados para o aumento da competitividade das empresas brasileiras, são em Engenharia, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Biomédicas e da Saúde, Computação e tecnologias da informação, Tecnologia Aeroespacial, Petróleo, Gás e Carvão Mineral, Energias Renováveis, Biotecnologia e entre outras, integrando um total de mais de 20 áreas e temas afins.

Na pós-graduação, o Ciência sem Fronteiras oferece três modalidades distintas de bolsa: o Doutorado Pleno no Exterior, o Pós-Doutorado no exteriorBolsa Sanduiche no exterior para pós-graduação e Mestrado Profissional nos Estados Unidos. Uma das novidades é a priorização de bolsa de pós-graduação para os ex-bolsistas de graduação que obtiverem o aceite de instituição de excelência para pesquisa nas áreas do programa. A meta do programa é disponibilizar mais de 24 mil bolsas sanduiche em quatro anos. Os candidatos interessados já devem ter completado pelo menos um ano de doutorado no Brasil e falar a língua do país de destino ou o inglês fluente. O Doutorado Pleno visa oferecer 9.940 bolsas em até quatro anos e o Pós Doutorado, 11 mil.

Mestrado

O bolsista de mestrado profissional nos Estados Unidos receberá US$ 1.300 mensalmente.  O valor do auxílio-instalação foi regulamentado em US$ 1.300, pago em parcela única, e em US$ 200 por dependente. O auxílio-deslocamento, usado para compra de passagens aéreas, tem o valor de US$ 1.604 para a ida do bolsista e igual valor para apenas um dependente. Os valores e condições para a volta são os mesmos. No caso das cidades americanas consideradas de alto custo, pode ser pago um auxílio de manutenção de US$ 400 por mês.

Estados Unidos

Em viagem aos Estados Unidos a presidente Dilma Rousseff visitou os dois grandes centros de excelência acadêmica, científica e tecnológica, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e à Universidade de Harvard para fechar parcerias com o Brasil. Durante o encontro com as reitoras das universidades a presidente apresentou o programa Ciência sem Fronteiras e confirmou sua decisão de priorizar a ciência e a formação de alto nível para levar o Brasil à um maior progresso científico.

As inscrições para a seleção de bolsas para alunos de pós-graduação do programa Ciência sem Fronteiras deverão ser feitas por meio das chamadas públicas para as diversas modalidades de bolsa, que serão divulgadas no portal do programa. Para maiores informações ligue na central de atendimento no 0800-616161 ou acesse o edital.


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