Engenharia Nuclear


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Existem no Brasil oito programas de pós-graduação em Engenharia Nuclear, além dos cursos de especialização. As pós-graduações nessa área são voltadas para físicos, químicos, engenheiros, matemáticos, biólogos e farmacêuticos, que estudam principalmente Física Nuclear, Física de Reatores Nucleares, Termo Hidráulica, Mecânica Estrutural, Engenharia do Combustível Nuclear, Operação e Utilização de Reatores e Gestão de Rejeitos Radiativos. Entre os programas de mestrado e doutorado em Engenharia Nuclear, os mais bem avaliados são o da Universidade de São Paulo (USP) e o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

De acordo com o atual coordenador do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia Nuclear da USP, professor Dr. José Carlos Bressiani, a pouca quantidade de cursos de pós-graduação em Engenharia Nuclear no Brasil se explica pela baixa demanda de profissionais especializados nessa área. No entanto, Bressiani alerta que a maioria dos professores está aposentando, criando uma necessidade urgente de recompor o quadro. Um doutor em Engenharia Nucelar pode ganhar até R$ 10.000 na docência.

Sobre o mercado de trabalho, o professor José Carlos Bressiani afirma que os especialistas em Engenharia Nuclear atuam nas centrais nucleares de Angra dos Reis, nas Indústrias Nucleares do Brasil, nas Agências Reguladoras, em algumas indústrias fornecedoras de materiais e equipamentos para o setor, no Centro de Tecnologia da Marinha para o programa do submarino nuclear, na Comissão Nacional de Energia Nuclear e nos seus diversos institutos de pesquisas. “Mas talvez a maior demanda por profissionais está na área de aplicações das radiações e radioisótopos, como na área de física médica, na radiofarmácia, na agricultura, na indústria...” – comenta Bressiani.

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O Programa de Pós-Graduação em Tecnologia Nucelar é oferecido pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), que é uma autarquia associada a USP. O programa recebe nota 6 da Capes e é um dos maiores do país, contando com mais de 100 orientadores e cerca de 500 alunos matriculados. O objetivo do programa é a formação de mestres e doutores com alta qualificação nas áreas nucleares e correlatas. O programa formalmente é dividido em três áreas: Reatores; Aplicações de Técnicas Nucleares; Materiais. Cada uma dessas áreas se subdividem em diversas linhas de pesquisas.

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